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 Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema

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Morais Sarmento
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MensagemAssunto: Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema   Sex Out 03, 2008 2:35 am


Cinemateca Portuguesa - Museu Do Cinema
1 - Durante quase cem anos (1887-1979) propriedade da família do advogado e político Morais Carvalho, o 39 da Rua Barata Salgueiro (este número data de 1897, e foi ao próprio Barata Salgueiro que Alberto António de Morais Carvalho comprou o terreno que lhe corresponde, em 1885), foi vendido ao Estado Português em 1979, para albergar a então chamada Cinemateca Nacional que, em 1980, passou a Cinemateca Portuguesa, dotada de autonomia administrativa e financeira e equiparada a Direcção-Geral, no seio do Ministério da Cultura (em 79-80, Secretaria de Estado da Cultura).
Houve várias obras de adaptação no interior, construiu-se um cinema nos antigos jardins da casa, mas a fachada e a traça do edifício não sofreram alteração. Esta é uma das últimas moradias que subsiste na Rua Barata Salgueiro, rua que ainda nos anos 60 era quase só habitada por elas.

2 - Em Setembro de 1980, inaugurou-se o novo cinema. Em Janeiro de 1981, o Dr. Manuel Félix Ribeiro, Director da Cinemateca desde 1949, e os seus vinte e poucos funcionários saíram de São Pedro de Alcântara (Instituto Português de Cinema, de que a Cinemateca foi repartição entre 1973 e 1980) e vieram instalar-se aqui.

Uma decoração arabizante, bem ao gosto dos finais do século XIX, salas com magníficos estuques, motivos florais, e frescos nos tectos com temas mitológicos. A casa de Morais Carvalho, chefe da maioria regeneradorana Câmara dos Pares à data das primeiras sessões do AnimatographoRousby no Real Colyseu da Rua da Palma (1896) passou a casa do cinema em 1981. Arabescos e ogivas, Cupidos e Musas presidiram a essa "conversão". As mil e uma noites eram as da casa e as do cinema.

3 - Passaram vinte e dois anos. Vinte e um desde a inauguração oficial destas instalações (Janeiro de 1982), um dos últimos actos a que presidiu o Dr. Félix Ribeiro, que morreu meses depois.

A Cinemateca cresceu e multiplicou-se. Um cinema ardeu (Abril de 1981) e outro renasceu das cinzas (Setembro de 1982). No fim da década, com a compra da Quinta da Cerca no Freixial, começou a saga da edificação do nosso Arquivo, inaugurado em 1995. Em 1997, a Cinemateca era finalmente reconhecida como Museu do Cinema (Decreto-Lei nº 166/97).

Éramos vinte e sete em 1981, somos oitenta e um hoje, com cerca de sessenta a trabalharem nestes espaços. Nos últimos anos, já não cabia nada nem ninguém.

Era preciso remodelar o espaço de exibição e de projecção cinematográfica. Era preciso aproveitar o sótão e as caves. Era preciso traçar um espaço museal, onde imagens do passado e do futuro por igual se movessem. Eram necessários novos locais de convívio. Prolongar a moradia do século XIX num edifício com novas letras mas com o mesmo espírito.

Finalmente, em 1998, o ousado projecto dos Arquitectos Alberto Castro Nunes e António Maria Braga foi aprovado. Em Fevereiro de 2001, começaram as obras que duraram até Outubro de 2002. Em Dezembro de 2002, voltámos a casa.

4 - Restaurou-se a moradia de 1887, que hoje volta a poder ser vista com a luz de outrora. Construíram-se dois cinemas subterrâneos, um espaço museográfico em 39 Degraus, a melhor cabine de projecção de Lisboa, salas de exposição permanente, salas de exposição temporária, novos depósitos, novos arquivos, um restaurante, uma livraria.

A Cinemateca deixou de ser um edifício administrativo com um cinema ao pé da porta. Agora é, toda ela, dos espaços subterrâneos aos espaços das cúpulas, um pórtico. Falta abrir a última das sete portas dele e continuar o percurso para o Museu com que sonhamos.

Quando esse Museu existir, o tempo da imagem e o espaço do imaginário confluirão no perpétuo movimento do começo e do retorno.

Texto retirado do site da Cinemateca

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Marcos Morais Sarmento
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